O PCP junto com os trabalhadores na defesa do Serviço Postal Público
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Uma delegação da Organização Regional da Guarda (ORG) do PCP esteve hoje presente numa acção realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), na cidade da Guarda.
Os trabalhadores dos CTT vêm denunciar que o mau serviço prestados pelos correios decorre da criminosa e ruinosa privatização dos CTT que acarretou uma redução de Estações de Correios, Centros de Distribuição, de trabalhadores, e consequentemente da qualidade e periodicidade do Serviço Postal.
Os trabalhadores denunciam que no distrito estão em falta 8 carteiros, solidarizando-se com as queixas das populações afectadas.
O PCP reafirma a necessidade da reversão para o controlo do Estado dos CTT, que levou à acentuada degradação do serviço postal, de fundamental importância para as populações, nomeadamente num distrito interior e envelhecido como o da Guarda. Exigimos a reabertura de todas as Estações de Correios encerradas, bem como das suas valências, de forma a cobrir todo o território e a garantir às populações das localidades mais interiores um acesso pleno às redes postais, bem como o reforço de trabalhadores.
PCP defende plano de emergência para a Serra da Estrela
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PCP DEFENDE PLANO DE EMERGÊNCIA PARA A SERRA DA ESTRELA E MEDIDAS DE DEFESA DA FLORESTA E DO SISTEMA DE PROTECÇÃO CIVIL
Face ao incêndio que destruiu uma importante parte do Parque Natural da Serra da Estrela, não obstante a decisão já anunciada de declaração de Estado de Calamidade, o PCP apresentará ainda uma proposta para a elaboração de um Plano de Emergência que assegure meios humanos, financeiros e técnicos para a sua gestão, a defesa e valorização da produção agrícola e pecuária e, em particular da Ovelha Bordaleira da Serra da Estrela, e a planificação e programação de medidas de intervenção para o repovoamento florestal e para o restabelecimento e protecção do património natural perdido.
O PCP apresentará, já no reinício da Sessão Legislativa, um Projecto-lei com vista ao estabelecimento de medidas de estabilização de emergência de solos, em todos os incêndios de grande dimensão, e à garantia dos meios públicos com esse objectivo.Após os incêndios de 2017, o Governo anunciou um extenso pacote de medidas para a defesa da floresta e para o sistema de Protecção Civil. O PCP defendeu a necessidade de medidas imediatas face à calamidade no terreno, chamou a atenção para que, para lá de mais legislação, o que era urgente era a concretização das medidas há muito identificadas, e alertou para a necessidade de uma reflexão mais ponderada sobre a estrutura da Protecção Civil, designadamente na prevenção e combate aos incêndios florestais.
Se é verdade no que ao combate diz respeito, se introduziram algumas melhorias nos meios e nas dotações, não é menos verdade que essa profunda reflexão, envolvendo todas as entidades foi limitada e muitas das medidas consideradas não se concretizaram. Agora anuncia-se mais um inquérito que produzirá mais um relatório. A questão que se coloca é qual o destino que terá mais essa investigação? Relatórios e estudos é coisa que não falta. Já em 2003 e 2005 se produziram análises e propostas na sequência da vaga de incêndios desses anos. A que se soma o extenso e valoroso trabalho realizado após os incêndios de 2017 e 2018. O problema radica-se em primeiro lugar no assumir de responsabilidades pelo poder político, no reconhecimento do que não está bem e na vontade política para fazer o que precisa de ser feito envolvendo todas as partes, incluindo quem melhor conhece no terreno a situação e garantindo os meios necessários. Ora o que vimos assistindo ano após ano, são os governantes a chamarem a si os louros do que vai correndo bem e a passar, quando corre mal, o ónus dos incêndios para as populações e para comportamentos individuais, quando é evidente que os incêndios remetem para anos de política de desresponsabilização e destruição dos organismos do Estado nas áreas de conservação da natureza e da gestão e planeamento florestal.Resposta insuficiente do Governo à pergunta do PCP sobre o prolongamento do IC6
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Em resposta à pergunta do PCP sobre o prolongamento do IC6, o Governo vem agora comprometer-se apenas com a construção de mais 19 quilómetros, omitindo qualquer perspectiva de obras noutros troços. O Governo confirma assim mais adiamentos para a conclusão desta via.
Tal como o PCP tem vindo a afirmar, estes adiamentos comprometem as potencialidades de desenvolvimento da região!
Incêndio na Serra da Estrela - PCP com as populações afectadas
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Uma delegação do PCP, com a deputada no Parlamento Europeu Sandra Pereira, visitou as áreas afectadas pelo grande incêndio da Serra da Estrela. Durante a ronda foi possível falar com populares, sapadores e dirigentes do Baldio de Verdelhos (Covilhã), com dirigentes da Associação dos Amigos da Serra da Estrela, com populares e pastores em Sameiro (Manteigas) e com agricultores e comerciantes em Valhelhas (Guarda). A delegação percorreu áreas afectadas dos concelhos de Covilhã, Manteigas, Guarda e Belmonte, onde constatou, nos locais, a violência do incêndio e a dimensão da área afectada.
Durante a ronda foi possível identificar a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre o combate a este incêndio para permitir tirar ilações e ensinamentos para o futuro, mas também ficou evidente a falta de resposta a problemas estruturais como a falta de apoio e abandono do mundo rural, a destruição da produção agropecuária e o afastamento e desmantelamento das estruturas do Estado e dos serviços públicos. Apesar do esforço do governo em passar o ónus dos incêndios para as populações e para acções individuais, este incêndio remete para anos de política de desresponsabilização e destruição dos organismos do Estado nas áreas de conservação da natureza e da gestão e planeamento florestal. Estas opções aprofundaram o despovoamento, a destruição do aparelho produtivo e deixaram o ordenamento do território e da floresta ao sabor de interesses antagónicos aos interesses e necessidades colectivos.
A deputada do PCP questionará a Comissão Europeia sobre apoios disponíveis para apoiar lesados e repor a capacidade produtiva da região. O PCP agirá no sentido de continuar a alertar para a necessidade de resposta aos problemas estruturais do Mundo Rural e a exigir meios para o restabelecimento e protecção do património natural perdido. A DORCB e DORG do PCP
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